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CADIM DE VIDA
Zé Alexandre

Um dedo de prosa, paieiro na boca
Do fogão de lenha, um cheiro de café
Manhãzinha chega, começa o dia
Parece que o tempo é lento por que quer
A igreja do largo da praça, eu sonho...
Pensamento voa na imaginação
Viver nessa graça e eu não quero pouco
Chega de fumaça, chega de sufoco
Podem até pensar que eu tô ficando louco
Pra cidade grande não volto mais não
Um cadim disso, um cadim daquilo
Um tanto de farinha, um quilo de feijão
Na venda, a tardinha chega e vai-se o dia
Rezo ave maria pela intenção
Dessa gente simples, da viola bendita
Cantando as histórias desse meu rincão
Quero tudo isso e mais outro tanto
Da vida eu quero esse doce encanto
Da cidade grande só quero que mande
Uma muda de roupa, eu não volto mais não